Barbie da contracultura, eu?
Me programei para, mais tarde, assistir ao filme da Barbie. Ainda não tenho considerações sobre o enredo porque estou me poupando de ler críticas, resumos, spoilers que possam, de antemão, direcionar (muito) a minha opinião enquanto apreciadora de filme/arte. Algum pré-conceito (temos, aqui, uma palavra-chave para este texto) é sempre possível, e até esperado: sei que o filme tem viés feminista/crítico, ao mesmo tempo que funciona como peça de marketing reverso. Há uma grande euforia em torno deste filme, assim como houve (e há) sobre o uso das inteligências artificiais para produção de conteúdo (acabo de ter a frase corrigida pela IA do Google Drive). Tão distantes dos meus anos 90, durante os quais eu mesma brincava de Barbie, nos dias correntes, é difícil encontrar um assunto que, internetizado, não caia nas graças e nas garras do público consumidor de posts e produtor de comentários. Todo mundo tem, quase invariavelmente, uma opinião superficial sobre as coisas — seria este t...