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Mostrando postagens de outubro, 2022

Why so suicide, girl?

O que te foi arrancado tão cedo ou com tanta força que te faz buscar uma intensidade nas pessoas que elas simplesmente não são capazes de dar? O que significa, e por que tanta dor em, o rótulo “suicida”? Se você é alguém que, como disse seu ex-abusador (ou seria mais adequado, acho que sim, “ex abusador”), busca a pena de quem te rodeia, não existe nada melhor do que ser uma suicida, não? Mas, esquece, pois nem a religião tem pena de “nós”, meus irmãos desencarnados que queimam em um vale ou pagam “prendas” de expiação cristã girando a roda que se negaram a girar em vida, em algum dos círculos do inferno. Vocês têm a minha pena, espero ter a de vocês. Se você de fato busca a pena do outro, o que te impede de ser um pouco mais branda com você mesma, que se reconhece digna ou merecedora de “pena”? Por que não usar um pouco da sua compaixão e relativismo sempre operantes a seu próprio favor? Já que, respondendo à primeira pergunta, seu pai foi arrancado (ou arrancou-se) tão cedo da sua vi...

Sobre relacionamentos abusivos e a (indesejada) permanência de padrões familiares

  É frequente me pegar refletindo sobre por que permito que certas situações desgastantes, para não dizer tristes, continuem se repetindo, embora eu tenha consciência delas. Por que permaneço ajudando quem não me ajuda? Por que continuo escutando atenciosamente quem não demonstra interesse em saber como eu estou? Por que analiso a personalidade, revirando passado, caminhos, entre trechos, boatos, elaborando teorias, de quem e sobre quem sequer está a fim de me enxergar no hoje? Pouco se diz, ou talvez não da maneira mais clara, como convém, sobre a coparticipação do abusado em relacionamentos abusivos. Se uma das pessoas abusa, a outra, uma vez ciente do que está sofrendo, ou mesmo apenas na esfera dos afetos não retribuídos e da vivência costumeira da exploração e de ofensas, esse ser humano, rotineiramente uma mulher, precisa permitir que o relacionamento perdure; precisa estar disposta a não o encerrar, a sempre “esticar a corda”. No pior dos casos, e com frequência, o abusado...