A sina de um texto qualquer perdido: um testamento dos meus 31
Acredito que superei a fase Bentinho. “A Capitu da Glória já estava dentro da de Matacavalos?”, ou alguma coisa do tipo. Se bem que essa reflexão sempre vai me acompanhar, considerando que, vira e mexe, estarei perplexa com as aparentes transformações das pessoas ao meu redor. Apesar dos anos, essa estupefação não mudou. Nesse ponto, eu mesma não me transformei. Encerrado o primeiro parágrafo, simples mote “estilístico” para este texto, em uma tentativa desde já fracassada de estilo machadiano, queria dizer que amei uma abstração. Não sei se é tão comum assim. Já me peguei várias vezes fazendo a pergunta de Bentinho: “caramba, será que fulano mudou tanto assim em tão pouco tempo? Será que ele já era assim e eu não percebi?” Mas, contudo, todavia, hoje, tendo a acreditar que nenhuma das duas perguntas encontra um “sim” como resposta. Uma terceira se faz, então, necessária: “cacete, será que eu me apaixonei por uma invenção?” Conto, agora, com meus 31 anos, idade em que a maioria das mul...